quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Casa de Menores Mário Negócio - Uma instituição extinta - Parte VIII

Por: José Mendes Pereira
 

Meu amigo e irmão Raimundo Feliciano:

Demorei 4 meses para escrever algo relembrando o passado da Casa de menores Mário Negócio, tudo vivido por nós que éramos internos daquela instituição.


Lembro-me de uma certa noite, na casa em que nós morávamos, na Avenida Alberto Maranhão, em frente ao antigo Posto Paraibano (gasolina), ao chegarmos das nossas escolas (a Casa de Menores só tinha estudo até o quinto ano primário), Tigá (Willame), o nove (Francisco de Souza), Valter, Josué (Galego), Batista, Anchieta (o padre e é irmão de Batista), Gonçalo (lá de São Gonçalo do Amarante), Manoel Flor (canela), Francisco José (quarenta), Você, eu e mais outros, fomos cuidar da nossa merenda, a qual não era legal, e ali, no momento da partia, alguns foram espertos, puxando mais para o seu prato.

E antes de comermos, iniciamos uma guerra, e como armas, usamos os nossos travesseiros, e ao término desta, todos eles haviam se desmanchados, porque os enchimentos saíram de dentro das fronhas, espalhando-se pelo o muro e por toda cozinha.

 

A bagunça que nós fizemos  não tinha como escondermos os travesseiros, porque as camas eram de acampamentos, e assim que nós acordávamos, apenas colocávamos o travesseiro e depois estirávamos o lençol sobre ele.

Sabendo que no dia seguinte a guerra seria maior, porque teríamos que explicar a vice-diretora o motivo dos travesseiros estarem daquele jeito, sem os enchimentos, com vassouras fomos juntando tudo que estava espalhado pelo chão, e depois ensacamos nas fronhas.

Mas como em todo trabalho há sempre pessoas que não gostam de ver confusões, Alzelita, uma das zeladoras, encarregou-se de costurar todas as fronhas antes que a vice-diretora visse o estrago dos travesseiros.

Mas tudo quanto nós fazíamos de errado naquela instituição era coisa de adolescente. Nunca houve briga e nem guardávamos ódio de ninguém naquela casa. Vivíamos ali como se nós todos fôssemos irmãos, aliás nem todos irmãos são unidos como nós éramos.

Minhas Simples Histórias


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